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ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES...

​O lance de banda começou por volta de 1985 junto com a explosão do Rock Brasileiro. Em cada esquina havia uma banda. Como já curtia muita música, resolvi junto com meu amigo de infância, Washington Pieratzki montar a primeira banda. A formação era eu na guitarra base e voz, Washington em um baixo simulando teclado, e um amigo dele, o Rogério Turgante em outro baixo. Fazíamos uma barulhada ininteligível, sem batera e sem noção alguma. Nesses ensaios no escritório de advocacia do pai do Rogério, eu lembro de misturarmos coisas díspares como "Passatempo" (versão do Marcelo Nova para "That's Entertainment" do The Jam) com "Flores Astrais" dos Secos & Molhados, e o Rogério fazia alguma coisa de heavy metal. Não tínhamos ainda a maturidade suficiente para um direcionamento artístico, mas só o fato de estarmos envolvidos com o lance alimentava a adrenalina. Pouco tempo depois o Rogério saiu pois ele gostava mesmo era de heavy, e eu e o Wash queríamos algo pop. Sendo assim, voltamos à estaca zero.

BANDA PERFIL

Em 1986 através de um amigo comum, conheci o William Gomes, um garoto aficionado por AC/DC. Bateu uma empatia imediata e conversamos muito sobre música. Ele era guitarrista também e perguntei se ele não queria se juntar a nós. Topou na hora! Até me lembro que um dia eu cheguei na casa dele, ele estava tirando na guitarra "Shame On The Moon" de Bob Seger, e eu falei pra ele que sabia a letra. Foi assim por dizer, o nosso primeiro "ensaio". Agora só faltava a batera. Após muita insistência convencemos um primo dele a comprar uma batera. Só que detalhe, ele não sabia tocar, então eu tive que assumir as baquetas e cantar ao mesmo tempo. O repertório era um rock básico que se somavam as minhas primeiras letras (letras essas que não tinham uma narrativa fácil, e eram viajantes demais até!). Por último entrou na banda um amigo que estudava comigo, o Jean Christophee, um francês maluco natural de Lion, para tocar teclados, e a banda "Perfil" estava completa. Isso já era 1988, e nós chegamos a ter uma pequena divulgação na mídia, saindo no jornalzinho da cidade, junto com outras bandas conhecidas, cujos integrantes eram amigos nossos, inclusive muitos deles estudaram conosco. Mas nós perdemos o “momentum”, o Rock Brasileiro já estava em baixa, e nós não estávamos indo pra lugar nenhum. Nisso o entusiasmo foi passando, e chegamos naquela parte onde John Lennon diz que "O Sonho Acabou". Isso foi o fim de uma primeira etapa.

Em 1989 o William junto com o Washington, um novo baterista o Ivan (também conhecido como "Shampoo") e um outro vocalista, o Cuca, montaram uma nova banda, onde começaram a ensaiar. Como eu sempre fui amigo de todos, volta e meia eu pintava nesses ensaios e acabava cantando alguma coisa. Me lembro de cantar com eles “Johnny Be Goode” uma vez.

Apesar do bom convívio entre todos, esse foi um período difícil, pois eu não sabia realmente o que fazer no lance de música. Me sentia completamente perdido.

Mas em 1990 as coisas começaram a mudar. Após assistir o show de Sting pela Anistia Internacional decidi que ia ser baixista. Aquele show realmente me impressionou muito. Comprei um baixo e comecei a rascunhar algumas letras, pra um novo projeto. Nesse período, começaram novas colaborações. Junto com meu amigo Alex Gomes gravamos várias músicas da Jovem Guarda e Rock Brasileiro.

ROCKABILLY CATS

 Em 1993 eu conheci o Fabiano Delgado, que logo se tornou meu superamigo e que também era músico e tinha os seus projetos. Resolvemos em 1995 montar uma banda só pra gravar rocks dos anos 50. Batizamos o projeto de "Rockabilly Cats". Era um power trio. Eu no vocal e baixo, ele na guitarra e o Edu também conhecido como Biscoitinho na batera. Sonzera brava. E paralelamente a isso eu ia amadurecendo as letras e canções, montando canções para um novo projeto.

 Em março de 1997, eu e o William voltamos a compor juntos. Ele retorna, cheio de ideias, com novos equipamentos. "Quartzo Lunar" é composta nessa época, e nos dá, claramente, a ideia de trabalharmos sempre com elementos modernos, juntando o Rock e o Eletrônico. Compomos até 1998 quando demos mais uma pausa. Dessa vez mais longa.

BANDA QUARTZO

2005 marcou minha volta ao cenário musical. Pintou a ideia de eu participar de um Tributo ao Ronnie Von, organizado pela jornalista Flavia Durante, editora dos sites Trip e TPM. Reencontrei o Fabiano, depois de um tempo sem contato. O convidei pra participar, o que ele aceitou de imediato. Na verdade eu iria participar desse projeto como solista, mas a atmosfera ficou tão de banda, que resolvi adotar um novo nome “Quartzo”, inspirado em uma de minhas melhores canções. O Fabiano convidou um amigo seu, o Vagner Nascimento (hoje guitarrista na lendária banda Patrulha Do Espaço) e junto com o produtor Humberto Santillli e eu, gravamos a música "Eu Era Humano E Não Sabia", do LP de 1972 de Ronnie Von. Lançamos essa música como nosso single em novembro de 2005, porém o tributo completo só seria lançado dois anos depois, e teve uma repercussão legal, nos principais veículos de comunicação tais como Veja, Estadão, O Globo, e em vários blogs. Inclusive alguns blogs citam a nossa versão como um dos destaques.

Paralelamente a isso eu ia compondo, mas a dedicação para a música teve que ser diminuída devido a questões de trabalho/estudo. Nisso, o tempo vai passando...e rápido!!

 

BUMERANGUE CARMA

 

A ideia de criar o “Bumerangue Carma” surgiu por volta de 2015 por mim e pelo guitarrista (hoje baixista da banda Hivolts) Lucas Maciel. O nome “Bumerangue Carma” reflete a ideologia desse projeto musical, que é sempre ter a música como excelência de Arte, ou seja, proporcionar ao ouvinte de suas canções, uma viagem através de sons e texturas atmosféricas, que o levem à uma sensação de prazer sonoro único.

Entre 2015 e 2017 foram lançados três singles “Quartzo Lunar”, “Pensamento Crístico” e “Solaris”. Esse último já sem a participação de Lucas que saiu para desenvolver outros trabalhos.

Em 2018 foi lançado o single “Ciranda”, que contou com a participação do guitarrista da banda Sansonica Caio Barros.

2019 viu o lançamento de mais dois singles, “Déjà Vu” e “Velocidade da Luz”. “Déjà Vu” contou com a participação especial de dois guitarristas americanos amigos meus, Paul Curtis e Hawkeye Pearce, e com alguns sequencers do cantor e compositor Junior Corrêa. Com exceção de Paul Curtis, “Velocidade da Luz” foi gravada pelos mesmos músicos que participaram de “Déjà Vu”.

Em 2020, com a colaboração do velho "rockabilly cat", Fabiano Delgado nos teclados, lançamos em novembro o nosso sétimo e último single "Pulsar", encerrando definitivamente as atividades do Bumerangue Carma.

Paralelamente ao Bumerangue Carma, eu participei de outros trabalhos com amigos músicos dos Estados Unidos, Suécia e Austrália.

O VÔO SOLO EM "UM LUGAR NO TEMPO"

Depois de tantos anos colaborando com outros músicos, eu senti que já era hora de trabalhar em algo pessoal. Dessa sensação, nasceu o álbum "Um Lugar No Tempo".

Na verdade eu já venho trabalhando insconscientemente nesse álbum desde 2007, porque as músicas que eu achava que não se encaixavam em formato de banda, eu ia guardando para um futuro projeto solo.

Desde março de 2020 estou gravando esse álbum, e o primeiro single "A Bela Canção" foi lançado em 30 de dezembro.

Com pouco tempo de lançamento, "A Bela Canção" entrou na coletânea "Clássicos Do Futuro", organizado pelo "Ponto De Cultura Cria Do Rock". Essa participação me inseriu novamente na cena musical, e por conta de grandes contatos dela, "A Bela Canção" tem sido bem executada em diversas Web Rádios pelo país, incluíndo também Portugal, Holanda, Inglaterra, America Latina (Argentina, Venezuela, Uruguai, Mexico, Colômbia, Bolívia, Panamá e Peru) e Japão.

Em maio de 2021 foi lançado um segundo single, o instrumental"Mater", que também fará parte de "Um Lugar No Tempo" cujo lançamento será em fevereiro de 2022.

Para finalizar, eu parafraseio Humberto Gessinger: "Eu sigo enfrentando a onda onde muita gente naufragou!". Nessa mesma linha meu saudoso pai também costumava dizer: "Siga sempre em frente!".